“Norminha é um estado hormonal”, diz Dira Paes

Dira Paes é categórica ao afirmar que toda mulher tem dentro de si uma Norminha. “Em geral, ela bate por volta dos 30. Norminha é um estado hormonal”, propagandeia a atriz, que, na pele da apimentada personagem, toda noite dá um “boa noite Cinderela” no marido: prepara um leite com canela para o guarda de trânsito Abel (Anderson Müller). Ele adormece e a deixa livre para “cair na gandaia”. “A proposta da personagem é ir além do pudor de que pessoas casadas não olham para o lado. Conheço muita gente casada que vive olhando para o lado. É o caso da Norminha”, justifica a atriz, acrescentando que está se divertindo a valer com as “safadezas” da personagem.

Prova disso é que, muitas vezes, antes de gravar, Dira se pega cantando o refrão da música-tema da safada moça: “Você Não Vale Nada, Mas Eu Gosto de Você”, do grupo Calcinha Preta. “Me ajuda a entrar na Norminha”, confessa, aos risos.

Apesar de a personagem não se conter apenas em olhar para outros homens -vira-e-mexe, ela “dá uns pegas” no jovem Indra (André Arteche) -, Dira não a condena. Para a atriz, Norminha choca por possuir características masculinas. “Estamos acostumados a ver o perfil da Norminha em homens.
Para eles, é natural ser conquistador. Já a mulher assim parece não merecer o mínimo respeito. Por isso todo mundo critica”, avalia.

Mas Dira conta que não tem sido criticada nas ruas por conta do comportamento promíscuo e desleal de Norminha. Em vez de receber sermões, a atriz só escuta comentários sobre o perfil bem-humorado da personagem. “As pessoas acham a Norminha engraçada, ‘sexy’. Veem que ela é safada, mas entendem que ela tem uma leveza”, acredita ela, que defende a tese de que a personagem é “meio fora do tempo”. “Ela é meio caricatura. Até pelo figurino. Não usa jeans e camiseta. Dorme de bobes, vive arrumada”, descreve.

Para viver essa mulher que transborda sensualidade, Dira se inspirou nas divas do final dos anos 40. Assumiu um figurino à la Sophia Loren e adotou roupas justas, do tipo que esculpem o corpo. A ironia do destino é que, quando foi escalada para viver a sensual personagem na trama de Glória Perez, a atriz acabara de dar à luz seu primeiro filho. Mas, disciplinada, recuperou a forma rapidamente e hoje coleciona elogios. “Para a Dira, me sinto ótima. Mas para a tevê, queria perder uns três quilinhos”, confessa ela, que, apesar do corpo invejável, ainda se acha um pouco grande na tevê.

Se com o corpo Dira não totalmente satisfeita, sobre sua trajetória profissional ela não tem do que reclamar. Sem fazer tevê desde “A Diarista”, seriado em que, durante dois anos e meio, deu vida à abilolada Solineuza, a atriz estava sentindo falta de trabalhar no veículo. E confessa que ter sido escalada para viver mais uma personagem cômica foi mera coincidência. “Não direciono minha carreira para o humor. Vou atrás de bons personagens”, argumenta ela, comparando Solineuza com Norminha. “A Solineuza tinha um humor infantil, ingênuo. A Norminha é diferente: é descarada, se contradiz o tempo todo”, analisa.

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